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22 de jul de 2011

Natal, a CAPITAL que virou QUEIJO DE COALHO.



É isso mesmo amigos, quem nunca teve seu carro dentro de um buraco nas ruas de Natal ?


O descaso com nossa capital é tão grande, que passou a ser motivos de piadas,  até ontem, nossa capital era conhecida como a CIDADE DO SOL, hoje por ironia do destino, carregamos a triste realidade de ser chamada de "CIDADE QUEIJO DE COALHO".





















As inúmeras crateras que crescem nas vias públicas, já passou a ser manchetes em todo Brasil, como a RUA DA BANANEIRA, que teve como fato cômico o seguinte:

Um senhor que por várias vezes quebrou seu carro no mesmo buraco em sua rua, cansou de faser reclamações a prefeitura, e de iniciativa própria plantou uma BANANEIRA dentro do buraco, que enrraizou e passou a ter função de uma placa de sinalização de trânsito, com uma observação, a prefeitura de Natal nunca apareceu, NEM PARA RETIRAR A BANANEIRA, NEM PARA TAPAR OS BURACOS.
             
De uma coisa a população de Natal não pode reclamar, as variações de buracos são muitas.
                
                   TEMOS BURACOS PARA TODO GOSTO...


                               o buraco do profeta
                 
          
                                  buraco fonte da disilusão



                      Cruzamento da Av. Floriano Peixoto com a Av. Mossoró – Cidade Alta.


             não se desespere, essa é a solução para o seu carro.                        




Agora me digam, como pode uma cidade que vai ser sede de um evento do porte de uma COPA DO MUNDO, ter suas ruas deixadas ao DEUS dará, sem nenhuma infra-estrutura?









Antes esse descaso era só em alguns bairros de Natal, hoje até os mais chiques bairros da capital como: Tirol, Petrópoles, Morro branco e outros, estão literalmente a ver navios, visto que ruas e mais ruas ficam em baixo d'água, quando em épocas de chuvas, e depois os enormes buracos são os companheiros fiéis dos natalenses.









Cuidado pessoal, Se correr os buraco pega,


e se ficar, a chuva, hummmmm.








Tenho dito,




Beto Nazário

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POEMAS DE BETO NAZÁRIO (VIVA, MIL VEZES VIVAM)

Um viva aqueles
que indigestos são seus nomes
a mesa de quem nos governam
um viva aqueles sem nome
um viva aqueles que mesmo farto
morrem de fome.

Fome de justiça,
fome de quem não come,
fome do homem
fome da mulher
Fome mesmo daqueles que não quer.

Dos que fingem estar morto,
torto...
mais torto de desgosto
um viva aqueles
um viva literalmente pra eles.

Mais quando expressar-se "VIVA...",
digamos um viva aos mortos
e aos vivos.
pois dos mortos,
tiramos o néctar da flor,
sim aquela flor do amor
QUE MESMO FRÁGIL,
suporta o mal,
e sacoleja o mundo.

E quando abalados pelos caprichos,
que ousam bater em nossas portas.
gritamos viva aos desalentos,
gritamos viva ao descontentamento,
que diante do vento,
visto que certamente
mudará o caprichoso tempo,
e ecoará mais uma vez o NOSSO VIVA.
VIVA...
MIL VEZES VIVAM...


Beto Nazário.

POR ONDE ANDA MEU PÁSSARO

Hoje enquanto dormia
sonhava
que de passos leves caminhava
quando de longe
um grande pássaro
me acompanhava.

E nas batidas de suas asas
simbolizavam
ilusões e angústias
maquiavelicamente incomodava.

Como sem nada
esse pássaro
derrepentemente
volta-se ao sol
e um açoite
ecoa no ar.

O encarnado passou a desbotar
os homens com telhados de vidros
com famintos interesses
negam-se a amar
negam-se a compartilhar.

E nas batidas das asas
do grande pássaro
me vi leve e confuso
através do seu voar
que mesmo junto
no arco-íris,
daltônico...
tive que me acostumar
é solitário o caminhar.

Vai amigo pássaro
e voa para bem longe
e quem sabe um dia
um dia quem sabe
poderemos nos encontrar.

E nas batidas de tuas asas
torna-ciei forte
o velho encarnado
como o azul do MAR.

"E TODOS OS ESTILINGUES VIRARAM SUTIS VIDRAÇAS."




Beto Nazário.

MULHER NORDESTINA HEROÍNA DESDE MENINA

Mulher

A Mulher Nordestina
heroína desde menina
apregada a mainha
como quem não quer nada
abnegada,
aprende a lidar
lidar com a vida,
com a vida lidar.

No entardecer do dia
bem mais tarde do que podia
aniquilada, mais não menos forte
à sorte fica a indagar
se um dia antes de morrer
como uma criança
vai poder brincar.

Nasce já como adulta
criada na labuta
o labor..é seu maior amor

Desperta muito cedim
cantando como um passarim
olê mulher rendeira
olê mulher rendar,
será que um dia
antes de morrer
como uma criança
vou poder brincar?

A mulher Nordestina
é mesmo uma heroína
desde de menina.

Nasce como uma planta
morre como uma flor
sem pétalas, sem rimas
dar seus frutos ao mundo
mais não desatina.

A Mulher Nordestina
desde de menina
é incansávelmente
uma verdadeira heroína...

Beto NazÁrio