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28 de ago de 2011

"Ribeira... de sonhos a pesadelos"

Quando penso no velho bairro da ribeira oriundo das margens do Rio Potengi, meus olhos lacrimejam imaginando toda a sua elegância, era o formoso e belo centro de nossa cidade Natal.


Felizes são aqueles que tiveram o prazer de se deliciarem nas belíssimas noites ribeiranas, onde se afastava o que era fútil,e dava-se prioridade aos sentimentos ao contentamento, o recinto demarcado dos velhos boêmios e das lindas e belas cantorias a luz do luar.


NO ONTEM...



as praças e os encontros de grandes poetas e músicos












as aconchegantes ruas da ribeira












"O mais belo por do sol de nosso Brasil".









Até o próprio "Charlie Chaplin" ao caminhar em tuas ruas, se rendeu a te, sem pestanejar "chaplin" também um dia passou a te amar...


Sem falar do velho folclorista "Câmara Cascudo”, que acho hoje estar mudo, com tanta saudade de te amada ribeira.
Ribeira que o envolvia, pois da janela do sobrado encantado te via, elegante e soberana.








Av. Duque de Caxias.








E NO HOJE...






Só as ruínas fazem parte do velho CARTÃO POSTAL de NATAL...











Quem um dia te viu velha RIBEIRA, hoje chora por te...







 


Ribeira que tanto amo, que hoje junto a te me desengano...


As famosas travessas ARGENTINA, CHILE E OUTRAS, ponto de encontro de grandes poetas e músicos, hoje se tornaram "reduto de consumo de drogas, muito lixo e violência..."




Enquanto as grandes capitais investem no resgate de suas raízes, na revitalização de seus nobres bairros e no resgate de suas memórias.


"NATAL/RN" investe no descaso, no esquecimento de seu passado e no sepultamento de sua cultura...




"Canto e conto por miúdo o apuro dos meus pecados, contorcionismo de olhares, baião de dois bem grudados, numa paixão terrorista de bala trintaeoitista perfura o peito blindado..."


Jessier Quirino




"Ribeira de ruas elegantes, no charme das estreitas ruas hoje apenas casarões mal-assombrados, velhos e acabados e as mais sofridas saudades dos teus amantes ecoam solitários triste em um lamentar constante..."

 
Saudades de um povo amiga ribeira...

Beto Nazário






Tenho dito,

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POEMAS DE BETO NAZÁRIO (VIVA, MIL VEZES VIVAM)

Um viva aqueles
que indigestos são seus nomes
a mesa de quem nos governam
um viva aqueles sem nome
um viva aqueles que mesmo farto
morrem de fome.

Fome de justiça,
fome de quem não come,
fome do homem
fome da mulher
Fome mesmo daqueles que não quer.

Dos que fingem estar morto,
torto...
mais torto de desgosto
um viva aqueles
um viva literalmente pra eles.

Mais quando expressar-se "VIVA...",
digamos um viva aos mortos
e aos vivos.
pois dos mortos,
tiramos o néctar da flor,
sim aquela flor do amor
QUE MESMO FRÁGIL,
suporta o mal,
e sacoleja o mundo.

E quando abalados pelos caprichos,
que ousam bater em nossas portas.
gritamos viva aos desalentos,
gritamos viva ao descontentamento,
que diante do vento,
visto que certamente
mudará o caprichoso tempo,
e ecoará mais uma vez o NOSSO VIVA.
VIVA...
MIL VEZES VIVAM...


Beto Nazário.

POR ONDE ANDA MEU PÁSSARO

Hoje enquanto dormia
sonhava
que de passos leves caminhava
quando de longe
um grande pássaro
me acompanhava.

E nas batidas de suas asas
simbolizavam
ilusões e angústias
maquiavelicamente incomodava.

Como sem nada
esse pássaro
derrepentemente
volta-se ao sol
e um açoite
ecoa no ar.

O encarnado passou a desbotar
os homens com telhados de vidros
com famintos interesses
negam-se a amar
negam-se a compartilhar.

E nas batidas das asas
do grande pássaro
me vi leve e confuso
através do seu voar
que mesmo junto
no arco-íris,
daltônico...
tive que me acostumar
é solitário o caminhar.

Vai amigo pássaro
e voa para bem longe
e quem sabe um dia
um dia quem sabe
poderemos nos encontrar.

E nas batidas de tuas asas
torna-ciei forte
o velho encarnado
como o azul do MAR.

"E TODOS OS ESTILINGUES VIRARAM SUTIS VIDRAÇAS."




Beto Nazário.

MULHER NORDESTINA HEROÍNA DESDE MENINA

Mulher

A Mulher Nordestina
heroína desde menina
apregada a mainha
como quem não quer nada
abnegada,
aprende a lidar
lidar com a vida,
com a vida lidar.

No entardecer do dia
bem mais tarde do que podia
aniquilada, mais não menos forte
à sorte fica a indagar
se um dia antes de morrer
como uma criança
vai poder brincar.

Nasce já como adulta
criada na labuta
o labor..é seu maior amor

Desperta muito cedim
cantando como um passarim
olê mulher rendeira
olê mulher rendar,
será que um dia
antes de morrer
como uma criança
vou poder brincar?

A mulher Nordestina
é mesmo uma heroína
desde de menina.

Nasce como uma planta
morre como uma flor
sem pétalas, sem rimas
dar seus frutos ao mundo
mais não desatina.

A Mulher Nordestina
desde de menina
é incansávelmente
uma verdadeira heroína...

Beto NazÁrio