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11 de jan de 2012

VALDINHO SANTOS UM TALENTO AFLORADO PELO TEMPO


Ezevaldo dos Santos Filho, músico, compositor e arranjador musical, filho natural de São Paulo com forte influencia Nordestina, visto que, sua Mãe era Nordestina e o seu Pai nascido na Baixada Santista, mais quisera o destino que esse menino depois dos 5 anos de idade tivesse sua infância nas lindas terras Papa Jerimum popularmente conhecida como Natal a capital espacial do Brasil no Estado do Rio Grande do Norte. Neto de um grande saxofonista Sargento Orestes da renomada Banda de Música da Polícia Militar do Rio Grande do Norte  foi criado pelo mesmo  niná-lo ao som de belas sinfonias, onde o incentivou e o possibilitou a ter um aguçado paladar musical.



Valdo do cavaco a esquerda e Grupo Samba de Buteco

Valdinho Santos como carinhosamente muitos amigos o chamam, depois de aprender música com seu avô teve uma estadia de alguns anos pelo centro de São Paulo onde se aperfeiçoou em cavaquinho, instrumento muito conhecido nas rodas de samba,  se destacando junto a outros grandes músicos.



Valdo do cavaco  junto a amigos num tradicional Buteco na av. Paulista
Amante da boa música, todos os gêneros o encantava, passou então a compor belos sambas, com letras inovadoras, crescendo significantemente no conceito de muitos críticos da música popular brasileira, o Valdo do Cavaco, como assim nas rodas de samba é conhecido, hoje enveredou pelo caminho de arranjos musicais, onde nos meados de abril/14 tem lançamento previsto de seu 1º CD "Uma viagem pelo tempo e o lamento", com uma seleção de músicas maravilhosas, que vai agradar com certeza a todos que o acompanham.


 Tenho dito,


 Beto Nazário.




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POEMAS DE BETO NAZÁRIO (VIVA, MIL VEZES VIVAM)

Um viva aqueles
que indigestos são seus nomes
a mesa de quem nos governam
um viva aqueles sem nome
um viva aqueles que mesmo farto
morrem de fome.

Fome de justiça,
fome de quem não come,
fome do homem
fome da mulher
Fome mesmo daqueles que não quer.

Dos que fingem estar morto,
torto...
mais torto de desgosto
um viva aqueles
um viva literalmente pra eles.

Mais quando expressar-se "VIVA...",
digamos um viva aos mortos
e aos vivos.
pois dos mortos,
tiramos o néctar da flor,
sim aquela flor do amor
QUE MESMO FRÁGIL,
suporta o mal,
e sacoleja o mundo.

E quando abalados pelos caprichos,
que ousam bater em nossas portas.
gritamos viva aos desalentos,
gritamos viva ao descontentamento,
que diante do vento,
visto que certamente
mudará o caprichoso tempo,
e ecoará mais uma vez o NOSSO VIVA.
VIVA...
MIL VEZES VIVAM...


Beto Nazário.

POR ONDE ANDA MEU PÁSSARO

Hoje enquanto dormia
sonhava
que de passos leves caminhava
quando de longe
um grande pássaro
me acompanhava.

E nas batidas de suas asas
simbolizavam
ilusões e angústias
maquiavelicamente incomodava.

Como sem nada
esse pássaro
derrepentemente
volta-se ao sol
e um açoite
ecoa no ar.

O encarnado passou a desbotar
os homens com telhados de vidros
com famintos interesses
negam-se a amar
negam-se a compartilhar.

E nas batidas das asas
do grande pássaro
me vi leve e confuso
através do seu voar
que mesmo junto
no arco-íris,
daltônico...
tive que me acostumar
é solitário o caminhar.

Vai amigo pássaro
e voa para bem longe
e quem sabe um dia
um dia quem sabe
poderemos nos encontrar.

E nas batidas de tuas asas
torna-ciei forte
o velho encarnado
como o azul do MAR.

"E TODOS OS ESTILINGUES VIRARAM SUTIS VIDRAÇAS."




Beto Nazário.

MULHER NORDESTINA HEROÍNA DESDE MENINA

Mulher

A Mulher Nordestina
heroína desde menina
apregada a mainha
como quem não quer nada
abnegada,
aprende a lidar
lidar com a vida,
com a vida lidar.

No entardecer do dia
bem mais tarde do que podia
aniquilada, mais não menos forte
à sorte fica a indagar
se um dia antes de morrer
como uma criança
vai poder brincar.

Nasce já como adulta
criada na labuta
o labor..é seu maior amor

Desperta muito cedim
cantando como um passarim
olê mulher rendeira
olê mulher rendar,
será que um dia
antes de morrer
como uma criança
vou poder brincar?

A mulher Nordestina
é mesmo uma heroína
desde de menina.

Nasce como uma planta
morre como uma flor
sem pétalas, sem rimas
dar seus frutos ao mundo
mais não desatina.

A Mulher Nordestina
desde de menina
é incansávelmente
uma verdadeira heroína...

Beto NazÁrio