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13 de nov de 2012

SOMOS TODOS DESCARTÁVEIS?


SOMOS TODOS DESCARTÁVEIS?


Acs PM RN

 SOMOS TODOS DESCARTÁVEIS?

Quando analisamos a forma como o estado e a corporação a quem servimos, nos tratam a impressão que nos fica é que somos descartáveis. Longe de ser ironia, percebemos que o tratamento que o estado nos dá quando adoecemos, seja de doença orgânica, ou de doenças sociais (alcoolismo, dependência química),nos fazem sentir assim.
Desta feita um policial militar envolvido com consumo de entorpecente, fora morto em Macaíba em estado de abandono pelos seus patrões.
O índice de policiais militares envolvidos com dependência Química é alto, (inclusive sugerimos uma pesquisa para termos dados concretos sobre esse tema), mas sempre que alguém começa a se desencaminhar da função por motivos tais, primeiro vêm as punições internas, e quando, para usar o termo adequado para o militarismo, comem a conduta do mesmo, aí vem o abandono, muitas vezes coroado pela exclusão.
Outro fato que chama a atenção, é que muitos policiais são mantidos no trabalho, mesmo sendo ébrios habituais, condição que no próprio direito brasileiro, torna o cidadão incapaz. Mas infelizmente, quando eles esgotam nossa capacidade de produzir, nos abandonam ao seio da família ou á própria sorte nos deixando como alento apenas o orgulho de um dia ter servido bem a sociedade como guardião do direito e da ordem. Somos tratados como meros objetos descartáveis, sendo inclusive acusados de “sem-vergonhas” .
O tratamento dispensado ao policial militar “químico-dependente”, se existe no âmbito da caserna, é muito pouco difundido e não atende a demanda, porém a autoridade abusiva e o falso-moralismo estão sempre presentes no currículo dos policiais, que infelizmente enveredam por esta vereda tortuosa, que se atrapalha as relações de trabalho destroem quase sempre as relações familiares e sociais. Carimbados, é logico, pelos que deviam proteger e auxiliar aqueles que há bem pouco tempo ofereciam a sociedade o sacrifício do risco da própria vida em pela busca da paz e da ordem.
E agora, quem poderá nos ajudar?

ACSPMRN
DIRETORIA DE COMUNICAÇÃO

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POEMAS DE BETO NAZÁRIO (VIVA, MIL VEZES VIVAM)

Um viva aqueles
que indigestos são seus nomes
a mesa de quem nos governam
um viva aqueles sem nome
um viva aqueles que mesmo farto
morrem de fome.

Fome de justiça,
fome de quem não come,
fome do homem
fome da mulher
Fome mesmo daqueles que não quer.

Dos que fingem estar morto,
torto...
mais torto de desgosto
um viva aqueles
um viva literalmente pra eles.

Mais quando expressar-se "VIVA...",
digamos um viva aos mortos
e aos vivos.
pois dos mortos,
tiramos o néctar da flor,
sim aquela flor do amor
QUE MESMO FRÁGIL,
suporta o mal,
e sacoleja o mundo.

E quando abalados pelos caprichos,
que ousam bater em nossas portas.
gritamos viva aos desalentos,
gritamos viva ao descontentamento,
que diante do vento,
visto que certamente
mudará o caprichoso tempo,
e ecoará mais uma vez o NOSSO VIVA.
VIVA...
MIL VEZES VIVAM...


Beto Nazário.

POR ONDE ANDA MEU PÁSSARO

Hoje enquanto dormia
sonhava
que de passos leves caminhava
quando de longe
um grande pássaro
me acompanhava.

E nas batidas de suas asas
simbolizavam
ilusões e angústias
maquiavelicamente incomodava.

Como sem nada
esse pássaro
derrepentemente
volta-se ao sol
e um açoite
ecoa no ar.

O encarnado passou a desbotar
os homens com telhados de vidros
com famintos interesses
negam-se a amar
negam-se a compartilhar.

E nas batidas das asas
do grande pássaro
me vi leve e confuso
através do seu voar
que mesmo junto
no arco-íris,
daltônico...
tive que me acostumar
é solitário o caminhar.

Vai amigo pássaro
e voa para bem longe
e quem sabe um dia
um dia quem sabe
poderemos nos encontrar.

E nas batidas de tuas asas
torna-ciei forte
o velho encarnado
como o azul do MAR.

"E TODOS OS ESTILINGUES VIRARAM SUTIS VIDRAÇAS."




Beto Nazário.

MULHER NORDESTINA HEROÍNA DESDE MENINA

Mulher

A Mulher Nordestina
heroína desde menina
apregada a mainha
como quem não quer nada
abnegada,
aprende a lidar
lidar com a vida,
com a vida lidar.

No entardecer do dia
bem mais tarde do que podia
aniquilada, mais não menos forte
à sorte fica a indagar
se um dia antes de morrer
como uma criança
vai poder brincar.

Nasce já como adulta
criada na labuta
o labor..é seu maior amor

Desperta muito cedim
cantando como um passarim
olê mulher rendeira
olê mulher rendar,
será que um dia
antes de morrer
como uma criança
vou poder brincar?

A mulher Nordestina
é mesmo uma heroína
desde de menina.

Nasce como uma planta
morre como uma flor
sem pétalas, sem rimas
dar seus frutos ao mundo
mais não desatina.

A Mulher Nordestina
desde de menina
é incansávelmente
uma verdadeira heroína...

Beto NazÁrio