Loading...

Translate

Loading...

Pages

16 de dez de 2013

BAÚ DA POLÍCIA - DEPOIS DE UM BANDIDO PERIGOSO TEMIDO POR TODA NATAL VIROU SANTO

João Baracho: o bandido que morreu com sede e virou santo

Terror dos anos 60 ainda é venerado nos dias de hoje.

Por Sérgio Costa
Imprimir  Enviar  Texto: 
Foto: Reprodução / Sérgio Costa

Baracho morreu em 1962
Moisés Luis do Nascimento, Cândido Ferreira e Antônio Carlos de Souza. Todos eram taxistas e viviam em Natal nos anos 60. Esses homens, segundo relatos da história, foram vítimas de um dos bandidos mais famosos da crônica policial potiguar, que depois de morto se tornou santo. João Rodrigues Baracho, ou simplesmente “Baracho”, faz parte do Baú da Polícia.
O homem que foi considerado o terror da cidade tinha uma especialidade: assaltar e matar trabalhadores da noite, principalmente taxistas. Em um período de dois anos, foram vários crimes atribuídos a ele. Baracho chegou a ser preso algumas vezes, mas fugia logo depois para esconderijos nas cidades de Monte Alegre e São José do Mipibu.
Natal naquela época vivia dias de medo. Na noite de 29 de abril de 1962, após serrar as grades de uma cela da delegacia de furtos e roubos, vigiada por seis homens, ele ganhou mais uma vez a liberdade. Essa seria a última.
Cícero Luiz tinha 18 anos na época e era soldado do Exército. Ele lembra bem da história de crimes assinadas por Baracho. Segundo ele, a cidade estava em pânico com a onda de assassinatos os quais a autoria tinha um nome.

Cícero Luiz fala sobre o terror de Natal
“Todos de alguma forma queriam ficar longe do risco de ser vítima de Baracho. As pessoas dormiam mais cedo e fechavam suas portas com medo de João. Eu cheguei até a ser preso por causa daquele cabra [sic]. Em uma madrugada quando caminhava para o quartel fui abordado pela guarnição da polícia do exército e eles acharam uma faca na minha cintura... (risos). Cada um se protegia de Baracho do seu jeito”, lembra.
João Baracho foi morto na manhã do dia 30 de abril de 1962, após um cerco policial no bairro do Carrasco, hoje Dix Sept Rosado. Segundo a história, quando fugia da PM, ele chegou a pedir guarida a uma moradora e lá também pediu água. A mulher, além de negar o segundo pedido do assassino ainda o entregou para a polícia. Baracho foi morto com mais de 30 tiros.
Em seu túmulo no cemitério do Bom Pastor, flores, velas, pernas e braços de madeira e recipientes contendo água. Materiais simbólicos de supostos milagres atribuídos à Baracho. Depois de quase 50 anos de sua morte, a saga do bandido santo vem perdendo sua força, mas ainda existem aqueles que acreditam que o matador de taxistas conseguiu o direito no camarote do céu, pelo simples fato de ter morrido com sede.

Túmulo de João Baracho ainda é abastecido com água e recebe constantes visitas


Tópicos: bau da policiabaracho

0 comentários:

POEMAS DE BETO NAZÁRIO (VIVA, MIL VEZES VIVAM)

Um viva aqueles
que indigestos são seus nomes
a mesa de quem nos governam
um viva aqueles sem nome
um viva aqueles que mesmo farto
morrem de fome.

Fome de justiça,
fome de quem não come,
fome do homem
fome da mulher
Fome mesmo daqueles que não quer.

Dos que fingem estar morto,
torto...
mais torto de desgosto
um viva aqueles
um viva literalmente pra eles.

Mais quando expressar-se "VIVA...",
digamos um viva aos mortos
e aos vivos.
pois dos mortos,
tiramos o néctar da flor,
sim aquela flor do amor
QUE MESMO FRÁGIL,
suporta o mal,
e sacoleja o mundo.

E quando abalados pelos caprichos,
que ousam bater em nossas portas.
gritamos viva aos desalentos,
gritamos viva ao descontentamento,
que diante do vento,
visto que certamente
mudará o caprichoso tempo,
e ecoará mais uma vez o NOSSO VIVA.
VIVA...
MIL VEZES VIVAM...


Beto Nazário.

POR ONDE ANDA MEU PÁSSARO

Hoje enquanto dormia
sonhava
que de passos leves caminhava
quando de longe
um grande pássaro
me acompanhava.

E nas batidas de suas asas
simbolizavam
ilusões e angústias
maquiavelicamente incomodava.

Como sem nada
esse pássaro
derrepentemente
volta-se ao sol
e um açoite
ecoa no ar.

O encarnado passou a desbotar
os homens com telhados de vidros
com famintos interesses
negam-se a amar
negam-se a compartilhar.

E nas batidas das asas
do grande pássaro
me vi leve e confuso
através do seu voar
que mesmo junto
no arco-íris,
daltônico...
tive que me acostumar
é solitário o caminhar.

Vai amigo pássaro
e voa para bem longe
e quem sabe um dia
um dia quem sabe
poderemos nos encontrar.

E nas batidas de tuas asas
torna-ciei forte
o velho encarnado
como o azul do MAR.

"E TODOS OS ESTILINGUES VIRARAM SUTIS VIDRAÇAS."




Beto Nazário.

MULHER NORDESTINA HEROÍNA DESDE MENINA

Mulher

A Mulher Nordestina
heroína desde menina
apregada a mainha
como quem não quer nada
abnegada,
aprende a lidar
lidar com a vida,
com a vida lidar.

No entardecer do dia
bem mais tarde do que podia
aniquilada, mais não menos forte
à sorte fica a indagar
se um dia antes de morrer
como uma criança
vai poder brincar.

Nasce já como adulta
criada na labuta
o labor..é seu maior amor

Desperta muito cedim
cantando como um passarim
olê mulher rendeira
olê mulher rendar,
será que um dia
antes de morrer
como uma criança
vou poder brincar?

A mulher Nordestina
é mesmo uma heroína
desde de menina.

Nasce como uma planta
morre como uma flor
sem pétalas, sem rimas
dar seus frutos ao mundo
mais não desatina.

A Mulher Nordestina
desde de menina
é incansávelmente
uma verdadeira heroína...

Beto NazÁrio