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7 de mar de 2014

O CINZA BANDEIRANTE DA PM FAZ A DIFERENÇA PARA A POPULAÇÃO, MAS NUNCA PARA ELES MESMO.






                                     


De que cor vestiram a lei nesse carnaval? 





             Pelas ruas do Estado os jornais indagavam o povo: Qual seria a cor da Lei nesse carnaval? Dentre tantas que encontramos o Cinza bandeirante da gloriosa era o mais recorrido, o mais solicitado. 

Eram tantos os chamados pelo povo que os nobres homens não davam conta, pois eles já se encontravam enfadados pelos maus tratos dos patrôes, servir sem ser servido, ajudar sem ser ajudado, nesse carnaval os homens de Cinza dormiam em alojamentos improvisados postados ao solo pátrio onde os ignorantes comumente chamam de chão, os bravos guerreiros que vestem com orgulho o Cinza Bandeirante são os heróis das horas vagas sempre mal remunerados, esses que dão a mão a quem certamente não teriam a quem recorrer, profissionais que antes mesmo de começar o incansável compromisso a eles atribuído já se encontram nocauteados por um sistema de exclusão.


Sim meus amigos, eles trabalham nas ruas dez doze horas de serviço sem descanso e são tratados como robôs, numa jornada de trabalho sub-humana e veem seus direitos trabalhisticos ceifados grotescamente, uma vez que são inerentes a todo trabalhador, vivem numa regra onde todos esses  homens não tem o direito se quer de fraquejarem, sempre tem que se apresentarem fortes como uma muralha elevando seu juramento acima de tudo, sua dedicação fizera ser continua na sua árdua labuta, mais me digam: 

Porque só esses homens de Cinza Bandeirante dormem no chão? 

Porque só esses homens não tem reconhecida sua missão?  

             Pois nas ruas sem nenhuma distinção esses apoiam o Branco, o Negro, o Pobre, o Rico, o Limpo o Surjo, o Bêbado o lúcido, o Católico o Irmão. 

             O povo desde o menor faniquito a mais delicada situação, o clamor era o mesmo: chamem a polícia, socorro chamem a polícia.

             Durante o carnaval o tratamento era paradoxal, de um lado os homens de Cinza bandeirante que salvavam e davam o apoio preciso, serviam sem pestanejar, mais são tratados como maquinas sem precisar de manutenção.  Visto que, mesmo pronto a atender o chamado para combater a qualquer mal que atentava contra o cidadão, entretanto diante de tanta dedicação a pergunta é a mesma, porque esses homens dormem no chão? 

             Visitamos outros companheiros da segurança pública todos merecidamente em confortáveis camas, lençóis brancos e comidas quentinhas, tinham seu descanso garantido depois das jornadas de trabalho, eram de pronto atendido pelo governo.

             Mas o Governo para os homens de Cinza bandeirante quisera a missão cumprida, onde todavia a senhora que passara mal com a pressão, a grávida em estado de parto precisando de alguém que lhes deem as mãos, a criança perdida o velho espancado por um ladrão, a filha mal amada todos precisavam da ajuda dos homens de Cinza que com orgulho os atendem sem pensar no descaso que vergonhosamente são tratados sem nenhuma compaixão. 

              Esses que vos falo que agem com o coração são tão frágeis como qualquer irmão, são necessitados de reconhecimento de valorização, são nossos POLICIAIS MILITARES DO RN que deixaram suas famílias inseridos numa unica missão guardar-salvar mesmo com o risco da própria vida, você, eles, todo e qualquer cidadão.


Porque mesmo sendo eficientes Profissionais em Segurança Pública só eles os "homens de Cinza Bandeirante dormem no chão?





Tenho Dito,






Beto Nazário









1 comentários:

POEMAS DE BETO NAZÁRIO (VIVA, MIL VEZES VIVAM)

Um viva aqueles
que indigestos são seus nomes
a mesa de quem nos governam
um viva aqueles sem nome
um viva aqueles que mesmo farto
morrem de fome.

Fome de justiça,
fome de quem não come,
fome do homem
fome da mulher
Fome mesmo daqueles que não quer.

Dos que fingem estar morto,
torto...
mais torto de desgosto
um viva aqueles
um viva literalmente pra eles.

Mais quando expressar-se "VIVA...",
digamos um viva aos mortos
e aos vivos.
pois dos mortos,
tiramos o néctar da flor,
sim aquela flor do amor
QUE MESMO FRÁGIL,
suporta o mal,
e sacoleja o mundo.

E quando abalados pelos caprichos,
que ousam bater em nossas portas.
gritamos viva aos desalentos,
gritamos viva ao descontentamento,
que diante do vento,
visto que certamente
mudará o caprichoso tempo,
e ecoará mais uma vez o NOSSO VIVA.
VIVA...
MIL VEZES VIVAM...


Beto Nazário.

POR ONDE ANDA MEU PÁSSARO

Hoje enquanto dormia
sonhava
que de passos leves caminhava
quando de longe
um grande pássaro
me acompanhava.

E nas batidas de suas asas
simbolizavam
ilusões e angústias
maquiavelicamente incomodava.

Como sem nada
esse pássaro
derrepentemente
volta-se ao sol
e um açoite
ecoa no ar.

O encarnado passou a desbotar
os homens com telhados de vidros
com famintos interesses
negam-se a amar
negam-se a compartilhar.

E nas batidas das asas
do grande pássaro
me vi leve e confuso
através do seu voar
que mesmo junto
no arco-íris,
daltônico...
tive que me acostumar
é solitário o caminhar.

Vai amigo pássaro
e voa para bem longe
e quem sabe um dia
um dia quem sabe
poderemos nos encontrar.

E nas batidas de tuas asas
torna-ciei forte
o velho encarnado
como o azul do MAR.

"E TODOS OS ESTILINGUES VIRARAM SUTIS VIDRAÇAS."




Beto Nazário.

MULHER NORDESTINA HEROÍNA DESDE MENINA

Mulher

A Mulher Nordestina
heroína desde menina
apregada a mainha
como quem não quer nada
abnegada,
aprende a lidar
lidar com a vida,
com a vida lidar.

No entardecer do dia
bem mais tarde do que podia
aniquilada, mais não menos forte
à sorte fica a indagar
se um dia antes de morrer
como uma criança
vai poder brincar.

Nasce já como adulta
criada na labuta
o labor..é seu maior amor

Desperta muito cedim
cantando como um passarim
olê mulher rendeira
olê mulher rendar,
será que um dia
antes de morrer
como uma criança
vou poder brincar?

A mulher Nordestina
é mesmo uma heroína
desde de menina.

Nasce como uma planta
morre como uma flor
sem pétalas, sem rimas
dar seus frutos ao mundo
mais não desatina.

A Mulher Nordestina
desde de menina
é incansávelmente
uma verdadeira heroína...

Beto NazÁrio