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8 de mar de 2015

MEUS PALHAÇOS ESTÃO NO ASFALTO

OLHEM LÁ, MEUS PALHAÇOS ESTÃO NO ASFALTO


Hoje despertando me dei conta que o sonho acabara, que os sorrisos do meu passado foram todos vendidos, onde já dizia o Poeta numa triste assertiva, "Tão barato que eu nem acredito". 


O mundo encantado dos Circos foi-se indo, sem aparente destino, e meus palhaços já sem picadeiros estão no asfalto.


Desse mundo encantado, só nos restam as lembranças, se é que temos tempo para lembrar-se, pois dos circos, onde embalávamos nossa imaginação de criança, onde enchíamos  os olhos de encantamento, deu-se o lugar as frias tecnologias extra-terrestres, extra-sensíveis denominadas 3D.  

Mas esse "D", embalam na verdade verbos descabidos, onde fazem desmoronar as mais empolgantes utopias, visto que, de nada traz de novo ao povo, só nos arrancam os sorrisos gostosos, esse que é o bem da criança mais precioso.


Para nossa desilusão, por circunstâncias imprevistas, ou melhor, previstas, pelo triste absurdo da falta de apoio a cultura em nosso país. Repentinamente, nos sinais de transito , estão lá nossos sonhos, nossa inocência, e como um imponente pesadelo, os palhaços estão literalmente no asfalto , realizando seus respeitados espetáculos, para um público nem tão respeitável assim. 

É natural o descaso, estamos perdendo a delícia do sorrir, pois sempre testemunhamos desdenharem suas presenças, agindo com desprezo, num ar de imaginável superioridade, expressadas pelo fechar das janelas dos carros sob suas faces, fazendo-os amargar singelas lembranças, das infinitas vezes que eram-se abertas  as cortinas em louvor desses Artistas. 

No hoje, num lamentar constante, malabaristas cospem  o fogo que os restam de suas forças.

É impossível não ser sensível ao fitarmos os olhos desses heróis, seus martírios e descontentamentos imploram por seu tão amado lar, que todavia para alguns ignorantes eram apenas um Circo. 

Era comum na multidão ouvirmos dizer: "Entre o Chão e o Espaço, tudo que sorrir é do Palhaço", contudo, a verdade é que o sonho acabara, e eles estão no asfalto, trazendo no canto da boca um sorriso amarelo enganando a se mesmo. 

Tal qual um pedinte, esperam mais uma vez o semáforo fechar, ficar vermelho, para que confundam seus olhos tristonhos. 

E, entretanto, mesmo diante de tal incômodo tormento, relutam, negam-se, mas sempre realizam um novo show.  

Negar-se, de nada adianta o esforço, pois o Palhaço tem como ofício fazer sorrir, seja quem o aplaude, ou a quem o ignore. 

Apesar, que dessa vez, tem um outro porém, a vida lhes proponham uma outra delicada situação, eles não nos pedem mais aplausos, mendigam o sustento num doloroso sorriso quase parecendo se ferir.

Meus Palhaços não tem mais para onde ir, uma vez que, hoje infelizmente eles vivem e angustiadamente morreram no asfalto...

Tenho dito,

Beto Nazário


PROJETO DE LEI No 1527, DE 2011 Altera o art. 23 da Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993, que dispõe sobre a organização da assistência social, e dá outras providências, para prever a criação de programas de amparo às pessoas e famílias que exercem atividades circenses e de diversões itinerantes. Autor: Deputado TIRIRICA Relator: Deputado NEILTON MULIM I -RELATÓRIO O Projeto de Lei no 1527, de 2011 que altera o art. 23 da Lei nº 8.742, de 7 de dezembro de 1993, dispõe sobre a organização da assistência social, e dá outras providências, para prever a criação de programas de amparo às pessoas e famílias que exercem atividades circenses e de diversões itinerantes. 

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POEMAS DE BETO NAZÁRIO (VIVA, MIL VEZES VIVAM)

Um viva aqueles
que indigestos são seus nomes
a mesa de quem nos governam
um viva aqueles sem nome
um viva aqueles que mesmo farto
morrem de fome.

Fome de justiça,
fome de quem não come,
fome do homem
fome da mulher
Fome mesmo daqueles que não quer.

Dos que fingem estar morto,
torto...
mais torto de desgosto
um viva aqueles
um viva literalmente pra eles.

Mais quando expressar-se "VIVA...",
digamos um viva aos mortos
e aos vivos.
pois dos mortos,
tiramos o néctar da flor,
sim aquela flor do amor
QUE MESMO FRÁGIL,
suporta o mal,
e sacoleja o mundo.

E quando abalados pelos caprichos,
que ousam bater em nossas portas.
gritamos viva aos desalentos,
gritamos viva ao descontentamento,
que diante do vento,
visto que certamente
mudará o caprichoso tempo,
e ecoará mais uma vez o NOSSO VIVA.
VIVA...
MIL VEZES VIVAM...


Beto Nazário.

POR ONDE ANDA MEU PÁSSARO

Hoje enquanto dormia
sonhava
que de passos leves caminhava
quando de longe
um grande pássaro
me acompanhava.

E nas batidas de suas asas
simbolizavam
ilusões e angústias
maquiavelicamente incomodava.

Como sem nada
esse pássaro
derrepentemente
volta-se ao sol
e um açoite
ecoa no ar.

O encarnado passou a desbotar
os homens com telhados de vidros
com famintos interesses
negam-se a amar
negam-se a compartilhar.

E nas batidas das asas
do grande pássaro
me vi leve e confuso
através do seu voar
que mesmo junto
no arco-íris,
daltônico...
tive que me acostumar
é solitário o caminhar.

Vai amigo pássaro
e voa para bem longe
e quem sabe um dia
um dia quem sabe
poderemos nos encontrar.

E nas batidas de tuas asas
torna-ciei forte
o velho encarnado
como o azul do MAR.

"E TODOS OS ESTILINGUES VIRARAM SUTIS VIDRAÇAS."




Beto Nazário.

MULHER NORDESTINA HEROÍNA DESDE MENINA

Mulher

A Mulher Nordestina
heroína desde menina
apregada a mainha
como quem não quer nada
abnegada,
aprende a lidar
lidar com a vida,
com a vida lidar.

No entardecer do dia
bem mais tarde do que podia
aniquilada, mais não menos forte
à sorte fica a indagar
se um dia antes de morrer
como uma criança
vai poder brincar.

Nasce já como adulta
criada na labuta
o labor..é seu maior amor

Desperta muito cedim
cantando como um passarim
olê mulher rendeira
olê mulher rendar,
será que um dia
antes de morrer
como uma criança
vou poder brincar?

A mulher Nordestina
é mesmo uma heroína
desde de menina.

Nasce como uma planta
morre como uma flor
sem pétalas, sem rimas
dar seus frutos ao mundo
mais não desatina.

A Mulher Nordestina
desde de menina
é incansávelmente
uma verdadeira heroína...

Beto NazÁrio