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19 de mai de 2016

Meu Brasil, berço de glorias mil e insatisfações pré-fabricadas...

 O Brasil espiado pelos zoiãos do Povo


Vendo essa traumática e aperreada situação calamitosa de nosso país, lembro-me, do grande político e analista social, Odorico Paraguaçu, prefeito eternizado, da cidade de Sucupira. 

Durante sua performítica vida pública, usou dos mais criativos e termos, oriundos de uma cuca pensante, e atuante, na busca incessante de socializar suas atitudes, muitas vezes amadas por poucos, e odiadas por muitos.

Como diria o rei dos persas, Dario Peito de Aço, pra cada problemática tem uma solucionática. Nos dias atuais nada mais me resta ha não ser afirmar meus caros jornalistas, que isso me deixa bastantemente entristecido com o coração afogado na daceptude e no desgosto, 


Numa hora em que eu procuro arrancar o azeite-de-dendê do estágio retaguardista do manufaturamento, me vêm com esses acusatórios destabocados,  somentemente porque meia dúzia de infelizes das costas oca, procuram desabonar a conduta impenetrável de nossa administração, ocularmente bem apresentada.


Parem com esse perguntório e essa cara de disenteria, temos é que tratar dos providenciamentos inauguratícios do cemitério, onde vai ser sepultada a moral que nos restam, moral essa, sempre acompanhada pelas bilocas dos zois do povo, esses de quem sempre nos observam. 

Como é sabido de Vossas Senhoricências, infelizmentemente, esses eventos malditolosos, que vem dos seios das terras Brasilienses, onde deixa-me mais amargurado do que antes, pois vem dos meus amadorosos filhos, incentivados por essa imprensa safadista, em que tenho a mais intrincítica certeza, que é uma confabulância político-sigilista, na única intenção de amuxicar nossa administração. 

E hoje, talqualmente César, estou cercado de Brutus por todos os lados.

O Brasil tem hoje, devo afirmar, uma administração cangacista, desalfabetizada, e desapetrechada de caráter, mais como tal, os meios justificam os derradeiros.  

Estou aqui, com a alma lavada e enxaguada de indignação, por esses atos covardista e crapulento contra nossa administração pura e transparente, digo eu, como as águas de pureza.  

Tais atos, me deixam na condição do mais triste vexame, onde já não vinhemos muito bem, e hoje, nos encontremos em estado de defuntice compulsória. 

Meus conterrâneos, Como um líder atual de mãos limpas, e o coração nu, despido estripitisicamente de qualquer ambição de glória, nessa hora exorbitante, nesse momento extrapolante, eu alço os olhos para o meu destino e, vendo no céu a cruz de estrelas que nos protege, peço a Deus, que olhe para nossa terra e abençoe a brava gente Brasileira.

Salve a minha terra das boas intenções, daqueles que se dizem amigos, Pois, o inferno ta lotado desses mal malfazejos...


Tenho dito,


Beto Nazário 









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POEMAS DE BETO NAZÁRIO (VIVA, MIL VEZES VIVAM)

Um viva aqueles
que indigestos são seus nomes
a mesa de quem nos governam
um viva aqueles sem nome
um viva aqueles que mesmo farto
morrem de fome.

Fome de justiça,
fome de quem não come,
fome do homem
fome da mulher
Fome mesmo daqueles que não quer.

Dos que fingem estar morto,
torto...
mais torto de desgosto
um viva aqueles
um viva literalmente pra eles.

Mais quando expressar-se "VIVA...",
digamos um viva aos mortos
e aos vivos.
pois dos mortos,
tiramos o néctar da flor,
sim aquela flor do amor
QUE MESMO FRÁGIL,
suporta o mal,
e sacoleja o mundo.

E quando abalados pelos caprichos,
que ousam bater em nossas portas.
gritamos viva aos desalentos,
gritamos viva ao descontentamento,
que diante do vento,
visto que certamente
mudará o caprichoso tempo,
e ecoará mais uma vez o NOSSO VIVA.
VIVA...
MIL VEZES VIVAM...


Beto Nazário.

POR ONDE ANDA MEU PÁSSARO

Hoje enquanto dormia
sonhava
que de passos leves caminhava
quando de longe
um grande pássaro
me acompanhava.

E nas batidas de suas asas
simbolizavam
ilusões e angústias
maquiavelicamente incomodava.

Como sem nada
esse pássaro
derrepentemente
volta-se ao sol
e um açoite
ecoa no ar.

O encarnado passou a desbotar
os homens com telhados de vidros
com famintos interesses
negam-se a amar
negam-se a compartilhar.

E nas batidas das asas
do grande pássaro
me vi leve e confuso
através do seu voar
que mesmo junto
no arco-íris,
daltônico...
tive que me acostumar
é solitário o caminhar.

Vai amigo pássaro
e voa para bem longe
e quem sabe um dia
um dia quem sabe
poderemos nos encontrar.

E nas batidas de tuas asas
torna-ciei forte
o velho encarnado
como o azul do MAR.

"E TODOS OS ESTILINGUES VIRARAM SUTIS VIDRAÇAS."




Beto Nazário.

MULHER NORDESTINA HEROÍNA DESDE MENINA

Mulher

A Mulher Nordestina
heroína desde menina
apregada a mainha
como quem não quer nada
abnegada,
aprende a lidar
lidar com a vida,
com a vida lidar.

No entardecer do dia
bem mais tarde do que podia
aniquilada, mais não menos forte
à sorte fica a indagar
se um dia antes de morrer
como uma criança
vai poder brincar.

Nasce já como adulta
criada na labuta
o labor..é seu maior amor

Desperta muito cedim
cantando como um passarim
olê mulher rendeira
olê mulher rendar,
será que um dia
antes de morrer
como uma criança
vou poder brincar?

A mulher Nordestina
é mesmo uma heroína
desde de menina.

Nasce como uma planta
morre como uma flor
sem pétalas, sem rimas
dar seus frutos ao mundo
mais não desatina.

A Mulher Nordestina
desde de menina
é incansávelmente
uma verdadeira heroína...

Beto NazÁrio